Educar e Criar

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1 de abril de 2012

Reflexão.


Que educação é essa, que afasta  de tudo que a vida ensina!
Onde ser criança é forma de viver  um mundo sem sonhos,
E andar sem paradeiro,  coisa de quem  espera,
Crescer, para decifrar um horizonte vasto,
Que não permite, você desnudar e mostrar 
Tudo que seu coração de criança,
Pode acalentar!
Irene Fonseca

(imagem- pebbebe1.jpg)

12 de fevereiro de 2012

3 MIL VISITAS, vamos estourar as bexigas?

Obrigada pelas visitas e pelo carinho!       Estarei sempre esperando  por ti.
     3  M i l    b e i j o s    a    t o d o s.

          (Irene)

8 de fevereiro de 2012

Um pouco de alguém que me ensinou ! (7)

Tem história de muita gente que me ensinou  nesta jornada, lembro de pessoas que fizeram parte da minha vida, que o tempo jamais apagará:


Imídeo Giuseppe Nereci, Grande Mestre,  me deu o primeiro livro de Didática, de sua autoria. 


Idel Becker, incentivou-me com seu livro de poesias.


Edito Cosmo Cerqueira, que me ensinou Contabilidade, preparar aulas e como agir diante dos alunos, amigo prestativo, Grande Contador e professor.


Ionilde da Silva Miranda ,  Sonia Marli Cavallini e Sergio Siqueira que incentivaram meus estudos na CLT, quando eu tinha 18 anos.


Minha professora da primeira série primária, Dona Iolanda, simplesmente como a chamávamos...(Escola Estadual  Barão Homem de Mello).


Dona Marina, minha professora inesquecível da segunda série, Escola Estadual Expedicionário Brasileiro.


Dona Antonieta e Dona Lavínia.


Querido amigo e professor Antonio Aparecido Silvestre, com suas lições na sala dos professores, sempre que precisávamos tirar dúvidas, para prosseguir com a jornada de trabalho, na Escola   Municipal  Dervile Alegretti.


Neide Keiko Nakamura, querida Mestra de PSICOLOGIA, que muito contribuiu para meu aperfeiçoamento.


Muitos outros professores, que precisaria de muitos anos para enumerá-los.


O Instituto Mackenzie, que muito contribuiu para minha formação pessoal e profissional, lá passei anos da minha adolescência, que muito refletem o que sou.


Minha filha, que sempre me ensinou, inclusive a dividir...


Meus familiares em geral, a família é uma instituição educacional...


Meus alunos, carrego um pouco da história de cada um...


O Grande Mestre Jesus, que me dá sabedoria para compreender .


Irene Fonseca

7 de fevereiro de 2012

Um pouco de alguém que me ensinou ! (6)


 
Aqueles que me ensinaram a dar os primeiros passos e a  compreender as formas de amar, embora de algum modo, sempre pareceu-me complicado fazer a leitura que sintetizava o modo deles verem a vida.
                                                             Meus Pais!


(imagem-bonecos.jpg)


Irene

Um pouco de alguém que me ensinou ! (5) (Nélio Parra, querido Mestre!)


Um pouco de alguém que me ensinou ! (4)



AO Mestre com carinho!
                 O responsável pelos cursos a distância da Comtexto é o jornalista e professor Wilson da Costa Bueno.
                 O professor Wilson Bueno tem mestrado e doutorado em Comunicação pela USP, especialização em Comunicação Rural (USP/Ministério da Agricultura) e especialização em Jornalismo Científico (USP).
                 É professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UMESP – Universidade Metodista de São Paulo (mestrado e doutorado) e professor de Jornalismo (Jornalismo Científico, Jornalismo e Saúde, Jornalismo em Agribusiness e Meio Ambiente) da Escola de Comunicações e Artes da USP.
                 Já orientou mais de 80 dissertações de mestrado e teses de doutorado em Comunicação nas áreas de Comunicação Empresarial, Jornalismo Científico, Comunicação Rural e Comunicação e Meio Ambiente.
                 Foi editor de revistas técnicas e científicas, é editor de 4 sites temáticos em comunicação , de 4 revistas digitais de comunicação e 4 newsletters , todos eles nas áreas de Comunicação Empresarial, Comunicação em Agribusiness e Meio Ambiente, Jornalismo Científico e Comunicação para a Saúde.
                 Foi presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Científico, coordena e participa ativamente de grupos de discussão nas áreas de Jornalismo Científico, Comunicação Empresarial e Jornalismo Ambiental. Foi o primeiro doutor em Jornalismo Científico do Brasil.
                 Consultor na área de Comunicação Empresarial, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa. Pioneiro no Brasil em trabalhos de auditoria de imagem das organizações e na realização de congressos em Comunicação Empresarial pela Comtexto.
                 Tem livros publicados , sendo os mais recentes Comunicação Empresarial: teoria e pesquisa; Comunicação Empresarial no Brasil: uma leitura crítica e dezenas de capítulos de livros nas áreas de Comunicação e Saúde, Jornalismo Científico , Comunicação Empresarial, Comunicação e Agribusiness, Comunicação e Jornalismo de maneira geral. Tem dezenas de artigos publicados na Web ou em revistas acadêmicas ou profissionais da área.
                 Você pode consultar a produção do professor Wilson da Costa Bueno diretamente pelo seu currículo Lattes. Basta escrever Wilson da Costa Bueno currículo Lattes no Google. Se escrever também o nome do professor Wilson da Costa Bueno na caixa de busca do Google terá acesso a centenas de links a ele associados.
                 Se quiser acessar diretamente o professor, basta utilizar o seu e-mail particular:professor@comtexto.com.br.
Visite também o Blog do Wilson:  www.blogdowilson.com.br

Um pouco de alguém que me ensinou! (3)


Eva Maria Lakatos foi uma socióloga da administração.
Lakatos era graduada em Administração e Jornalismo e pós-graduada em Ciências Sociais. Mestre e Doutora em Ciências, Doutora em Filosofia (Metodologia Científica) e livre-docente em Sociologia, pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo, onde foi vice-diretora. Foi professora de Sociologia e Metodologia Científica em cursos de graduação e pós-graduação.


Obras

  • Sociologia da Administração
  • Sociologia Geral (em co-autoria com Mariana de Andrade Marconi)
  • Fundamentos de Metodologia Científica (em co-autoria com Mariana de Andrade Marconi)
  • Metodologia do Trabalho Científico (em co-autoria com Mariana de Andrade Marconi)
  • Metodologia Científica: para o Curso de Direito (em co-autoria com Mariana de Andrade Marconi)
  • Técnicas de Pesquisa (em co-autoria com Mariana de Andrade Marconi

Um pouco de alguém que me ensinou! (2)

A Mestra com carinho!
Ana Gracinda Queluz Garcia
Doutora em Psicologia Escolar e de Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (USP), e mestra em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC- SP), com a dissertação "A pré-escola centrada na criança: uma proposta curricular".
Ana Gracinda foi professora, coordenadora e diretora, atuando desde a Educação Infantil até o Ensino Superior. É autora de diversos livros, entre eles: A pré-escola centrada na criança: uma influência de Carl Rogers, São Paulo, Pioneira

Um pouco de alguém que me ensinou! (1)

Ao  Mestre  com Carinho!


Percorrer a trajetória de vida do professor Jacques J.Marie Vigneron é uma experiência enriquecedora e apaixonante, reflexo da sua própria personalidade e competência. A amplitude da sua carreira profissional, que vai muito além dos títulos e habilidades acadêmicas, impressiona não somente pela profundidade das suas vivências mas principalmente pela sua sensibilidade e capacidade de extrair a melhor aprendizagem de cada período da sua vida.
Aos 68 anos, esse francês-brasileiro é reconhecidamente inovador, utópico, revolucionário, singular, único e representa uma escola de comunicação fundamentalmente construtivista e participativa, onde a troca das experiências é a condição essencial para o ensino. "Pessoalmente não me enquadro em nenhuma escola, nem de comunicação, nem de educação, nem latino-americana, nem francesa. Sou um Jacquiano e ponto. Revindico com a minha idade ter um pensamento próprio. Se não cheguei lá, então minha vida e meu projeto de vida fracassaram."
Assim é Vigneron. Honesto, otimista e interessante. Com uma formação filosófica, sociológica e teológica, ele faz da aprendizagem um projeto de vida, que permeia e unifica todas as áreas de seu desenvolvimento, desde a familiar, profissional, acadêmica, pessoal e até mesmo a religiosa. Tudo intrinsecamente ligado, o que torna a experiência educacional ainda mais profunda e completa.
Sua contribuição ao pensamento comunicacional latino-americano é fundamental à medida em que traz para a reflexão um novo método de ensino baseado no "desenvolvimento de todas as capacidades físicas, emocionais, intelectuais e morais, visando uma melhor relação das pessoas e dos grupos com o mundo". Além disso, com suas propostas inovadoras contribui para um repensar da comunicação e educação.
Conhecendo um pouco da sua obra, é fácil constatar a sua maneira irreverente de ensinar, como no livro Diálogos sobre Educação...e se Platão voltasse?, escrito a duas mãos com a aluna e também professora Liana Gottlieb, onde rompendo todas as normas estabelecidas pela Academia os dois demonstram através de perguntas e respostas toda a sua inquietação frente aos caos da educação brasileira. "Juntos vão conversando sobre tudo isso numa linguagem simples, revelando os frutos destas reflexões em voz alta." O livro resume, se é que isto é possível, a maneira de Vigneron ver o mundo e principalmente aprender e ensinar com ele.
É como perguntam Glória Lúcia Van der Meer e Elizabeth Regina Jesumary, na resenha Comunicação interpessoal e formação permanente: "O educador Jacques Vigneron é um idealista?...Um corajoso?...Um poeta?...Ou um artista?..." E elas mesmas atestam: "Estas perguntas são respondidas por seu texto simples, claro e verdadeiro. Pelo depoimento pessoal de seus alunos, orientandos, companheiros de trabalho, e por quem quer que o conheça bem".

28 de janeiro de 2012

A educação continua em nossos projetos de 2012.


Educar é um ato harmonioso que envolve disciplina, amor, discernimento e expectativas dos envolvidos.

Pensar na educação de uma criança, requer investir numa investigação abrangente, extensiva a todas as áreas das atividades humanas, para apoiar-se filosoficamente naquilo que realmente acredita e quer formar na vida que desabrocha em suas mãos.

Procurando ouvir a criança que conduz, porque ela também tem esperanças, expectativas e interação com o Universo, portanto traz respostas para certas dúvidas, que você   carrega. Ela é simples, honesta,intuitiva e também analisa o que você fala, o que você faz e o que você é, na forma mais singela.

Portanto, para  cobrá-la requer uma postura correta, quem educa deve ser educado, tolerante e paciente.
(IMAGEM: sabertv.net)

Irene Fonseca

20 de dezembro de 2011

Que neste período de transição, as energias do final de ano e do ano novo, possam aflorar a criança que cada um carrega dentro de si, permitindo-se sonhar, amar e acreditar  que somos responsáveis pelos nossos presentes.   O Papai Noel  que cada um traz na alma, será responsável pelos presentes que receberá durante a sua vida, portanto dê credibilidade aos mais puros sentimentos, e tenha certeza de que sempre merece o melhor! (imagem: nat_natal_img.jpg)
Irene    

15 de dezembro de 2011

Pensamentos de Jean Jacques Rousseau.




O primeiro raciocínio do homem é de natureza sensitiva...: os nossos primeiros mestres de filosofia são os nossos pés, as nossas mãos, os nossos olhos.


A criança é boa por natureza a sociedade é que a corrompe.

Geralmente aqueles que sabem pouco falam muito e aqueles que sabem muito falam pouco.


(Rousseau)


(imagem:200px-jean-jacques_rousseau)

5 de dezembro de 2011

O ato de pensar, como castigo na educação.

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                                                                        magem: (bb-castigo.jpg

            Começo meu artigo pensando num mundo melhor, onde o diálogo prevaleça, que as famílias tão ausentes na sociedade atual, não procurem a forma mais fácil de corrigir seus filhos, apoiadas no pensamento de vários especialistas que colocam esta prática como solução para problemas disciplinares.
             Meus vários anos de estudo  e reflexão, me dão hoje o direito de pensar num cantinho, sobre o que é mais saudável para o desenvolvimento bio-psio-social, o que não conseguiria fazer, sem os pré-requisitos que fui acumulando ao longo da minha existência e após várias pesquisas e estudos na área da Pedagogia , Psicologia e Psicopedagogia.
            Nos dias atuais, é comum ouvir-se de professores, que mandaram a criança pré-escolar para um cantinho pensar, quando estas fazem alguma coisa que desagrada. Este pensar, é reconhecido pelo aluno, como castigo, embora muitas vezes ele nem saiba falar direito, e nem das fraldas tenha saído.
            Como professora de Filosofia, tenho uma outra  abordagem sobre o ato de pensar, e não o associo a punição, uma  vez que a reflexão contribui para o aprendizado e também desenvolve o  espírito crítico, contribuindo para o desenvolvimento da inteligência e para o aprimoramento do conhecimento.
            Portanto, quando faço a criança pensar que será castigada, e que tem que pensar, estou demonstrando à ela, que pensar não é um ato que  possibilita buscar soluções para resolver problemas,  e sim  um castigo, porque toda vez que  não agrada, a colocam para pensar.
            Esta  forma  de punição é transferida da escola para casa, e vice-versa, as pessoas não sabem como resolver a indisciplina, que muitas vezes está relacionada com a falta de cumplicidade, de diálogo e de afeto dos envolvidos.
             A criança reconhece quando reprovamos seu ato, mas dependendo da idade, não tem maturidade para entender porque estou acuada para pensar, e fica desolada e desconfiada, o que afetará  seu estado emocional, e poderá trazer outras  consequências para o desenvolvimento social.
 Portanto, evitar  constrangimento é uma forma saudável  de educar, previsto no próprio Estatuto da Criança e do Adolescente  ( ECA -Lei 8069\90).
Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.
Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.
Art. 71. A criança e o adolescente têm direito à informação, cultura, lazer, esportes, diversões, espetáculos e produtos e serviços que respeitem sua condição de pessoa em desenvolvimento.

 A Lei 9394\96  de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), trata sobre as finalidades da Educação conforme segue:
Título II - Dos Princípios e Fins da Educação Nacional.
Art. 2. A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Art. 3. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;

            Durante mais de trinta anos de magistério, dentro e fora da sala da aula, exercendo função de  professora e Gestora, pude observar quanto o diálogo é importante, sempre apoiado na tolerância.
            Para dialogar você precisa parar o que está fazendo, olhar para criança e vê-la, permitir que ela sinta que sua atenção está  nela e que existe afetividade, cumplicidade, respeito e  carinho.
Quando um educador manda uma criança pensar, provavelmente ele não quer dispor de tempo para a mesma, ou não sabe que orientação dar naquele momento.
Quem educa precisa ser inteligente, criativo e receptivo e nunca menosprezar ou subestimar a inteligência de uma criança, reconhecer que ela quer ouvir, argumentar e entender.
Educar é  um processo a longo prazo, portanto, não espere que sua criança entenda quando você  explica uma vez, duas, três... Tenha paciência, e pense que quando você estiver na velhice, ele terá com você a mesma paciência que você a ensinou a ter na infância.
Após a educação dialogada, pais e filhos,  não terão problemas de comunicação, vão aprendendo a se conhecer, a se respeitar e a trocar sonhos,frustrações e as experiências concedidas pela vida, onde cada um sabe qual é o seu papel e o seu limite.
E aos educadores que utilizam o cantinho em sala de aula, deixo a mesma orientação, paciência, amor, afetividade e acima de tudo, compromisso com o ser que está em formação na idade pré-escolar, para que ao chegar no ensino fundamental, ele tenha uma postura mais adequada.
Educar é um compromisso que começa no útero materno e se estende por toda a existência humana, portanto quem educa deverá aprender que é a persistência e o amor que  elevam as criaturas e possibilita a fala entre as almas.

                                   Irene Fonseca

           

4 de dezembro de 2011


O tempo que me resta!

O tempo que me resta,
Não apaga minha memória,
Não expulsa meus sentimentos,
Não mata meu devaneio.
O tempo que me resta,
Não consome minha persistência,
Não altera minha crença,
Não apaga minhas realizações.

O tempo que me resta,
É infinitamente satisfatório,
Porque apaga minhas tristezas,
Aquece minhas lembranças ,
Rompe todos os  meus medos.
E me faz compreender,
Que a morte não existe,
O momento é o presente,
O passado é uma escola,
O futuro me espera
Pra celebrar o tempo que me resta!
E ainda resta a esperança ,
Porque o  tempo  me  espera,
Pra recomeçar.

(imagem: tempo.jpg)
Irene Fonseca

28 de novembro de 2011


                                A cumplicidade do ato de Educar.
Educar não  é um ato isolado, é um ato social que envolve quem educa e quem aprende, estendendo-se ao aprendizado  contínuo, pois ninguém está livre dele, talvez o mais difícil de todos, admitir que nesta corrente, educação pra estar presente, tem que permitir que o outro te mostre onde está teus erros, tua intolerância e teu autoritarismo e tua apropriação inadequada da educação, por ela ser dialética na concepção.
Quem ensina pode através de quem aprende, perceber toda intransigência e toda falta habilidade para lidar com  gente, se não está aberto para trocar experiências, também não consegue alcançar o aprendiz, que sempre cobrará  de quem ensina a postura de dignidade, de transformação e  a dialética da concepção.
Portanto educar é abrir-se  e permitir que o outro te encontre, e juntos construírem sua história de vida.
 (imagem:dia-dos-pais.jpg)                                           
                                                                                         Irene Fonseca


26 de novembro de 2011

Homenagem ao Theodore Adorno.

Theodore AdornoO Poder da Indústria CulturalO poder magnético que sobre os homens exercem as ideologias, embora já se lhes tenham tornado decrépitas, explica-se, para lá da psicologia, pelo derrube objectivamente determinado da evidência lógica como tal. Chegou-se ao ponto em que a mentira soa como verdade, e a verdade como mentira. Cada expressão, cada notícia e cada pensamento estão preformados pelos centros da indústria cultural. O que não traz o vestígio familiar de tal preformação é, de antemão, indigno de crédito, e tanto mais quanto as instituições da opinião pública acompanham o que delas sai com mil dados factuais e com todas as provas de que a manipulação total pode dispor. A verdade que intenta opor-se não tem apenas o carácter de inverosímil, mas é, além disso, demasiado pobre para entrar em concorrência com o altamente concentrado aparelho da difusão. 

Theodore Adorno, in "Minima Moralia

23 de novembro de 2011

Agradecimento!

Como forma de agradecimento, pela cumplicidade, pelo carinho e pela paciência, dedico este carrinho de flores!
Emito virtualmente, vai tocar direto no teu coração, como forma de gratidão, por ter feito parte da minha vida e ter compartilhado das minhas palavras, fruto da experiência de muitos anos de sala de aula, coordenação e gestão escolar. 

Educar e Criar, é um blog que segue naturalmente, penso e escrevo, esperando contribuir com cada pessoa que acessa esta página.¨

Educar é um compromisso especial,que se estende a todos que caminham preocupados com o futuro da humanidade e de alguma forma, se posicionam como pais, mães e avós, independe de terem ou não gerado uma criança fisicamente, o importante é acolhê-la no coração, todos os dias, emanado vibração de amor, elo que nos une ao criador.

    Dois Mil Beijos... a todos que contribuíram para alcançarmos esta meta!
    Flores no teu coração com o sentimento especial dos meus sinceros agradecimentos!
    Continue dando uma passadinha no meu blog e deixe seus comentários, para que possamos atingir  
    suas expectativas, e siga-me!  beijos...beijos...beijos...beijos...beijos...beijos...beijos...beijos...beijos...
    (imagem:carrinho-de-flor.jpg)                                            

  Irene Fonseca


22 de novembro de 2011


Pensando com Rubem Alves.

Educar É um exercício De imortalidade. De alguma forma Continuamos a viver Naqueles cujos olhos Aprenderam a ver o mundo Pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais...Entendo assim A tarefa primeira do educador: Dar aos alunos a razão para viver”.
RUBEM ALVES
(imagem:rubem_alves CP_3999d7d5125)

17 de novembro de 2011

Uso de bebês como terapia em sala de aula.

                                                                               (fotos-de-bebês-lindos.201.jpg)
A Escócia está realizando um programa que visa dar um novo tratamento a questão do bullying, na escola, e adotam uma terapia em que bebês são colocados nas salas de aula, para que as crianças interajam com eles; com isto esperam diminuir os comportamentos agressivos e a própria hostilidade  presente no âmbito educacional.
Com certeza, bebês sempre são bem-vindos, mas até que ponto eles poderão resolver problemas no âmbito escolar, numa sociedade doente mentalmente cujas raízes já,estão desenvolvidas desde os primeiros anos de vida?
 Educar é muito mais complexo, problemas comportamentais precisam ser pesquisados e analisados desde a raiz,tratamentos paliativos não resolverão o problema instalado, caso ele exista, eles não devem ser maquiados,  mas encarados com auxílio de profissionais especializados no contexto.
O bebê inserido na sala de aula, como um bonequinho, vai contribuir para o desenvolvimento da afetividade entre os participantes, despertará a solidariedade e outros substantivos que abrirão novas possibilidades para a criança fazer a leitura do mundo, mas nos casos mais graves, se houver algum desvio comportamental, outras alternativas deverão ser apresentadas, mesmo porque os pais, geralmente não aceitam a hipótese de que seus filhos precisam de tratamento para saúde mental.
O mesmo ocorre com as famílias que têm animais em casa, eles participam ativamente do cotidiano de seus donos, mas quando vivem em lares de pessoas desequilibradas, muitas vezes recebem tratamento violento, embora seus criadores, assumam sempre a possibilidade de amá-los, o mesmo ocorre com muitas crianças, cujos pais hostilizam sem piedade.
Portanto, a escola que optar por este tratamento, deve considerar que o problema dentro do seu lócus poderá ser amenizado, mas algumas crianças poderão apenas estar ocultando sua personalidade agressiva e doentia.Portanto, não deve descartar esta possibilidade.

                                                                 Irene Fonseca






12 de novembro de 2011

Cadê a tal autonomia?

                                                                                             (imagem: prof.jpg)



O  professor não é consultado em nada, hoje propaga-se a autonomia da escola pública, onde está esta autonomia, num sistema em que tudo vem direcionado pelos órgãos superiores e as  escolas têm que cumprir sem direito de contestar? O professor responde pelo seu espaço em sala de aula, e hoje os cursos de capacitação impõem as metodologias que eles devem utilizar.  Não existe autonomia alguma, eles cumprem os programas das Diretorias de Ensino, respondem pelo fracasso dos  resultados, sem direito a participar da construção do processo em si. Não são valorizados, e na atual sociedade, tornaram-se uma classe marginalizada, por serem sempre taxados como responsáveis pelos baixos rendimentos dos alunos e pela violência social.
A escola é um lócus que deve priorizar conhecimento, autonomia e interação, para que professores e alunos, juntos descubram novas formas de ensinar e aprender, ler e recriar o mundo!
Não existe fórmulas prontas, existe técnicas e metodologias que o educador deve conhecer para aplicá-las dentro dos princípios naturais que o momento impõe e de acordo com os objetivos pré-estabelecidos em sua conduta, para abordagem dos conteúdos.

Irene Fonseca



3 de novembro de 2011

Para educar precisa ter bom senso!


Ser criança é amar incondicionalmente, esquecendo as amarguras de  ontem.
É doar-se infinitamente, sem esperar trocas.
É viver o hoje, buscando o aprendizado do amanhã,
É amar infinitamente, sem precisar de explicação.

Adulto! não eduque seu filho através de chantagens  emocionais,
Não mostre para ele que estamos num círculo do toma lá da cá,
Não o amedronte para conquistar sua lealdade e dedicação.
O eduque com amor, e cumplicidade, jamais com mentiras, enganos e outros truques que o  afastem da realidade e o   incitem ao desespero,desconfiança e desamparo.
 Marcas que perpetuarão por toda existência, e mais tarde você perguntará:
- Por que ele é tão desconfiado, não liga pra nada e não ouve o que falo?
 As respostas estão dentro de você e suas atitudes falam por ele.
                                                                                                          
(imagem:dia-das-crianças-347.jpg)
                                                                                           Irene Fonseca

21 de outubro de 2011

Mensagem da semana.

A  criança se inspira no Amor, na lealdade,na cumplicidade e na
                         dedicação.
Ama incondicionalmente,  abraça a vida, e produz fantasias,
                   sonhos e animismo. 
Cria personagens, e os  interpreta, e tem uma forma especial, de
                fazer a leitura do mundo.
Elas nos ensinam que nas coisas simples, vive a alegria, a emoção
                      e a inocência.
Feliz aquele que pode dividir seus dias, ao lado de uma criança,
                      abrir a janela,
Olhar para o infinito, e despertar a criança adormecida no fundo
                      de sua alma.


Irene Fonseca                                                                              

(imagem:Sophia e Evandro-família Massau
               by Daniela)


15 de outubro de 2011

Homenagem ao dia dos Professores.


Mestre! É hora de findar a aula!
A campainha soou
E você, nem se alterou,
Falou dos seus projetos
E até sorriu.
Muitos já se foram,
Sem perceber
Que  você, nem saiu.

Mestre! Muitos saem...
Mas você, continua
Mergulhado em nosso “ser”,
És Mestre do ensinar
E não do saber...
Mestre! É hora de findar a aula.

(imagem: professor2.jpg)
Irene Fonseca

8 de outubro de 2011

Reflexão.




Educar é abrir o mundo para quem enxerga só pela janela e sempre permiti abrir as cortinas para a luz penetrar.
Irene
(imagem:nascer-do-sol-balneario...jpg)

29 de setembro de 2011

Educação nossa de todos os dias.



                        A  sociedade brasileira, precisa envolver-se mais nas questões educacionais, vivemos momentos difíceis, pautados pela violência, pelo desrespeito e pela falta de amor, onde a família tem perdido seu espaço para o mundo virtual e carentes de atenção e amor, seus filhos parecem penarem na atmosfera terrestre.
                        Há uma grande confusão, em exercer com determinação o papel de pais, e simplesmente ignorar e até passar as mãos na cabeça do filho. Essa função exige amor, comprometimento, abnegação, respeito, empatia e acima de tudo compartilhar, o outro também precisa ser ouvido com atenção e quem ouvi fica em silêncio, atento às informações transmitidas.
                        A família brasileira, não pode acreditar que a Escola é responsável  pela educação de seus filhos, precisam acordar e assumirem seus papéis, e começarem desde o ventre materno a envolverem a criatura gerada.
                        Seu feto é uma vida, que  vai receber suas emoções e do ambiente em que você convive, trará todas as impressões que a gestação se encarregar de passar para ele, e se houver amor durante a gestação, onde os familiares do gerado, o aguardam com carinho, respeito e consideração, qualquer adversidade sofrida pela gestante neste período, será mais fácil de superação pelo bebê que ela carrega no ventre.
                        A educação, começa no momento em que você toma conhecimento da gravidez, e se perpetua pro resto da existência humana, ela é sempre um processo inacabado, digna de reflexão e reforma íntima.
                        Abandonar o filho para a Escola cumprir seu papel, é abdicar-se da responsabilidade de Ser pai, mãe, ou outra denominação familiar, seja lá quem participa diretamente da vida dessa criança.
                        Os governantes falam em escola de tempo integral, e os pais ficam ansiosos esperando, esta tal escola, falam em diminuir o período de férias e os pais ficam certos  de que o dever deles é só procriar e não importa quais as condições são oferecidas por essa escola, se os filhos estiverem guardados atrás dos muros das Instituições.
                        Lamentavelmente, eles preferem acreditar que educar é só dar coisas materiais quando podem, e quando não têm condições financeiras para tal, acham que educar é só arrumar uma boa  escola e abandoná-los nas mãos dos professores, que a família prefere acreditar que são tios e tias.
                        Não adianta os governantes, dizerem que estão equipando as escolas, para torná-las um lócus apropriado para o ensino integral, precisam realmente, investirem em educação, para tornarem o sistema atual digno, colaborando com os profissionais da educação, que são subjugados e tratados como escórias sociais.
                        Na atual conjuntura, muita gente tem investido na formação superior,  num curso de habilitação para área pedagógica, pelos baixos custos que certas Instituições oferecem esses cursos, o que desprestigia a classe do magistério, no entanto, para atuar na área é necessário certas competências e habilidades, que só a formação superior não certifica.
                        Portanto, vivenciar o dia a dia da sala de aula, não é  para qualquer um que carrega o diploma embaixo do braço, precisa acima de tudo, ter uma saúde mental de “ouro”, integridade moral e ética , conhecimento, criatividade, iniciativa, liderança e outros tantos outros adjetivos, mas sem nunca esquecer do Amor ao próximo e àquilo que faz.
                        O fato de amar, não lhe tira o direito de ter um tratamento digno, inclusive de recursos materiais, o amor enobrece a alma e não  é sinônimo de abdicação de bens materiais, que frise bem isto na cabeça dos governantes. E igualmente para governar faz-se necessário ter pelo povo, respeito, empatia e amor.
                        Atuo no sistema educacional desde 1976 e minhas palavras são da vivência de todos estes anos, do sofrimento, da falta de recursos em sala de aula e da falta de reconhecimento profissional, parece recolher migalhas para angariar e subsidiar a existência, apesar de até a presente data, eu nunca ter deixado de estudar.
                        A vida do professor é esta: estudar, estudar e estudar, e nunca esquecer que essa é uma riqueza que ultrapassa a esfera física e transpõe para o universo e vai além da alma.
 (eimagem: educacao3.jpg)
Irene Fonseca
                        

26 de setembro de 2011

A interdisciplinaridade a serviço das TIC.


Levar as TIC  para a sala de aula, envolve   a questão da interdisciplinaridade, ou seja requer um projeto, que envolva outros professores, que juntos possam direcionar as tomadas de decisões, fundamentar os objetivos e criarem uma proposta que envolva todos os conteúdos  e todos os alunos que realizam o processo  ensino- aprendizagem.
Parece utópico, embora as escolas procuram oferecer oportunidade aos docentes se envolverem em projetos, há um desencontro de horários e de comunicação, que dificulta a realização de um trabalho permanente e sistematizado.
Mas as TIC, não exige o encontro dos que nela atuam fisicamente, a rede pode estabelecer essa conexão, embora os docentes ainda tenham  a idéia de que trabalho interdisciplinar, requer trocas diretas.
Percebe-se a necessidade de docentes  e discentes, entenderem melhor a questão do trabalho interdisciplinar e a formação dessas equipes, seu controle e sua organização, para alcançarem os resultados, é uma nova forma de trabalhar e requer disposição, interação e motivação para inovar.
Deveria ser extensivo a todos os professores, mas sabemos que sempre alguns colegas docentes, não têm e não sabem fazer uso destes recursos.
Quem será responsável pela implantação do projeto? E quando  os professores que nele estiverem atuando, de alguma forma se afastarem da escola, pois sabemos que na escola pública, há uma rotatividade muito grande de professores, como ficará o andamento do trabalho?
Para estas perguntas, fica a incerteza do aluno, que perde sua referência na ausência do professor.
E com relação as Instituições escolares que deixam alguns professores da área, incumbidos da manutenção dos laboratórios, e estes adaptam os programas que julgam necessários, não disponibilizando aqueles que julgam obsoletos no processo educacional.
No meu caso, já levei os alunos para pesquisarem temas para realização do trabalho de conclusão de curso, e eles tinham mandado o material pesquisado para o email, e no laboratório, não entrava determinados provedores, ou casos de que pedi para pesquisarem determinado site, e o site não estava dispo nível, sem contar que a rede caia, porque tinha muita gente acessando.
Cabe a equipe educacional, discutirem o que precisa na implantação das TIC, para que os professores que fazem uso deste recurso, não ouvirem a seguinte explicação: é o governo que inibe a entrada em certos sites, e os colegas responsáveis por esses laboratórios têm que compreender que a educação é um processo democrático a serviço da cidadania. 
                                                                       (Irene Fonseca)

 (imagem:O6tic.jpg)

Desmistificar os objetivos das TIC.



Não dá mais para ignorar o avanço tecnológico e virar as costas para o mundo digital. Quantas famílias dizem que suas crianças de três anos, sabem mais de computador do que os adultos. Conheço educadores que precisam esperar os filhos chegarem em casa para abrirem e mandarem emails. Infelizmente, quando falamos nos pais que se ausentam deste mundo e permitem o caminhar solitário dos filhos, esquecemos que muitos profissionais de outras áreas, também relutam para não navegar neste mundo. É preciso conscientizar a sociedade brasileira que esta mídia não foi criada com o objetivo de buscar pares românticos ou outras atividades do gênero, que essa ferramenta permite atravessar o mundo em segundos e trazer descobertas históricas, científicas e outros conteúdos que acrescentam na formação cultural daqueles que sabem fazer uso da TIC.
Na educação ela é um recurso que abre fronteiras par uma nova realidade metodológica, que permite uma participação investigativa, analítica e garante a construção de um conhecimento sólido,  diversificado e atualizado,
possibilitando integração da sociedade como um todo, onde os limites geográficos, mais nada representam,
permitindo aos que navegam, conhecer o mundo,  através de uma telinha mágica.
Esta nova realidade, exige dos docentes, maior conhecimento, e a necessidade de desenvolverem novas competências, para interagir com os alunos, embora ainda alguns pensem que nada disso importa, quando
dominam seus conteúdos.
Mas a sala de aula como um ambiente de aprendizagem e expectativas deve merecer dos que nela atuam, a 
imperiosa necessidade de acompanhar a realidade estampada nas mídias e da qual os  educandos participam,
sem fazerem apologia ao modismo, mas cônscios de que na educação se atualizar é uma questão emergencial.
                                                                      (imagem:avanço-da-tecnologia-2.jpg)

                                                                            Irene fonseca